Distribuído no festival, "The fall of PR and the rise of advertising" traz dez motivos que explicam uma suposta queda do negócio de RP e o crescimento da propaganda, tese defendida pelo sueco Stefan Engeseth
Por Lena Castellón
22 de Junho de 2009
Os delegados do Cannes Lions 2009 receberam um livro em seu kit de inscrição que pode botar lenha na fogueira, como apontou Bernardo Magalhães, da Central Globo da Comunicação, no blog Sapo de Dentro. "The fall of PR and the rise of advertising", do sueco Stefan Engeseth, discute mudanças no cenário da mídia e apimenta o debate ao elencar dez pontos que estariam levando o trabalho de PR (ou Relações Públicas, em português) a um declínio, enquanto que o da publicidade estaria subindo.
A estratégia de Engeseth para dar mais visibilidade a seu novo livro - ele escreveu também "One, a consumer revolution for business" e "Detective Marketing" - foi liberar o download de seu trabalho via internet, além de distribuir dez mil cópias da obra no festival.
Entre as dez razões para a suposta queda do PR estão: "as agências de PR não podem mais esconder a verdade" (100 milhões de blogueiros estão atentos a tudo e com voz para falar o que quiserem); os profissionais de relações públicas adoram gerenciamento de crises não pelo desafio, mas pelo pagamento (situações como essas provocam um giro rápido de dinheiro) e a falta de regras permite que as agências de PR "avancem demais" (o autor ironiza, dando a entender que celebridades com alguma doença não deveriam ser porta-vozes da indústria farmacêutica).
Como alguns dos motivos que estão levando a publicidade a crescer Engeseth indica o custo mais em conta da internet (em comparação aos valores pagos pelo uso da mídia tradicional); o fato de as agências de propaganda definirem as estratégias para a marca enquanto que as de PR não fazem isso; e a publicidade ter se tornado parte da indústria de entretenimento.
O livro traz ainda dez razões para fazer a curva dos negócios voltar a subir. Uma delas é fornecer de graça o máximo possível aos consumidores. "Deixe que a publicidade pague pela conta". Outra é criar monumentos - ou prédios - que façam a comunicação da marca, como construir algo relativo a Goodyear na forma de um pneu.
Como se vê, Engeseth não economiza nas palavras. Resta saber a reação dos escritórios de PR.
Transcrito de Meio&Mensagem Online.
Postado pela professora Lourdinha Dantas.
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