segunda-feira, 29 de junho de 2009

Búlgaras se revoltam com publicidade que compara peitos a melancias



Mulheres dizem que os homens estão usando anúncio para fazer piadinhas.
'Lindas melancias' e 'posso ver se elas estão maduras' são abusos ouvidos.

Treze mulheres búlgaras apresentaram uma queixa à comissão que analisa abusos cometidos na publicidade no país. Elas reclamam de discriminação no anúncio de uma empresa que vende vinhos, segundo a imprensa búlgara.

A empresa Peshtera lançou uma publicidade que mostra uma mulher usando um sutiã inspirado em uma melancia. Além disso, o anúncio traz como slogan: "A colheita das melancias é aqui".

Na ação que apresentaram na Justiça, as mulheres dizem que os homens estão usando a propaganda para fazer piadinhas. Elas argumentam que não conseguem andar na rua sem ouvir brincadeiras indelicadas como: "Ei, lindas melancias" e "posso ver se elas estão maduras".

"O anúncio encoraja o sexismo, e as mulheres estão passando por humilhação", disse uma das mulheres. Segundo elas, a publicidade as discrimina e viola os direitos de igualdade de tratamento entre os sexos.

Transcrito do site www.g1.globo.com
Postado pela professora Lourdinha Dantas.

domingo, 28 de junho de 2009

Ruídos que matam a comunicação

Reinaldo Polito

Cada vez mais o profissional precisa contar com a boa qualidade da comunicação para alcançar sucesso em sua carreira. Com frequência sempre maior ele participa de reuniões, de processos de negociação, apresenta projetos, concede entrevistas, abre e fecha seminários e os mais diferentes tipos de eventos.

Fica claro, por isso, que ao crescer na hierarquia da empresa o profissional mais dependerá do seu desempenho para falar em público e menos da sua qualificação técnica. Não estou dizendo que a qualificação técnica não seja importante, mas sim que nas posições mais elevadas o profissional dependerá mais da sua habilidade de se expressar verbalmente.

Entre os problemas graves apresentados na comunicação da maioria dos profissionais aparecem os vícios de toda ordem. Temos os conhecidos "né?", "ta?", "ok?", "certo?" no final das frases; os não menos votados "ããããã", "ééééé" nas pausas; os desagradáveis "bem, bom, ããããã" no início dos discursos e palestras; o "então" democrático, que não escolhe lugar e aparece em vários pontos das apresentações, do início à conclusão.

Mencionei essa relação só para citar os mais conhecidos. Não seria difícil acrescentar uma boa dezena de outros vícios que atrapalham a comunicação e podem se tornar entraves ao desempenho do profissional e ao desenvolvimento da sua carreira. Assim que surge um novo vício imediatamente se alastra como se fosse epidemia.

Certa vez participei de um evento denominado "Jornada de comunicação", em Olinda, PE. Eu fiz palestra sobre comunicação oral, pela manhã. Meu amigo Pasquale Cipro Neto tratou da comunicação escrita, no período da tarde.

Durante o almoço Pasquale me chamou a atenção para um fato curioso: Polito, você percebeu que a turma dessa região não usa o gerundismo? Passei a prestar mais atenção nas conversas e fiquei impressionado, ele tinha razão, o gerundismo não havia chegado por aquelas bandas.

Oito meses depois, a AESO, a mesma instituição que havia promovido aquela jornada, me convidou para dar duas aulas inaugurais na Faculdade de Comunicação. Nos dois dias em que perambulei por aquela cidade de sonho pude conviver e conversar um pouco mais com os alunos, não só da faculdade de comunicação, como também de direito e de outras áreas.

Tristeza. A praga do gerundismo já havia contaminado a garotada. O tempo todo eu ouvia: vou estar mandando, vou estar fazendo. Parecia um processo de imitação, como se falar dessa maneira creditava aos estudantes uma espécie de status de "modernidade".

Embora sinta ser uma luta inglória, não desisto. Durante minhas aulas tenho corrigido os alunos de maneira insistente. Mando bilhetinhos para que observem no teipe com a gravação de suas apresentações essa forma desagradável de comunicação.

Sei que há uma corrente que defende o uso do gerundismo como um processo natural da língua, que é viva e se transforma. Alguns até pedem que se apresente argumentação "científica" para condenar seu uso. E que não vale dizer apenas que é "feio" ou "deselegante".

Outros acusam àqueles que criticam o gerundismo de preconceituosos. Particularmente não gosto do seu uso. Certo ou errado, fruto ou não de preconceito a chance de você sair prejudicado com seu uso é enorme. Há formas mais adequadas e elegantes de se expressar.

Nos últimos tempos surgiu um novo e irritante vício - o "na verdade". Preste atenção e constate como muitas pessoas usam o "na verdade" com frequência. Algumas conseguem falar um "na verdade" a cada frase. Como tenho analisado com interesse a evolução desse vício fiquei impressionado com seu rápido crescimento. Uma praga!

Assim como o gerundismo o "na verdade" também poderá se constituir em um ruído e até prejudicar o resultado da comunicação de qualquer profissional e se transformar em obstáculo ao seu desenvolvimento.

Preste atenção em sua maneira de se expressar. Se estiver falando "na verdade" demais, comece a retirar o vício da sua comunicação. Deixe essa expressão apenas para reforçar e redirecionar o sentido da mensagem.

SUPERDICAS DA SEMANA
- Elimine o gerundismo da sua comunicação
- Afaste o "né?", "ta?", "ok?" e outros vícios no final das frases
- Acabe com o "ããããã", "ééééé" nas pausas
- Evite o excesso de "então"
Se desejar conhecer outras dicas de comunicação, entre no meu site
Livros de minha autoria que tratam desse tema: "Como falar corretamente e sem inibições", "Oratória para advogados" e "Superdicas para falar bem" (também em audiolivro), publicados pela Editora Saraiva

Reinaldo Polito

Mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 15 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares

Site: www.reinaldopolito.com.br
e-mail: polito@uol.com.br

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

sábado, 27 de junho de 2009

DM9DDB é a Agência do Ano

AlmapBBDO fica novamente com a segunda posição e a DDB vence como Rede do Ano

Por Renato Pezzotti e Felipe Turlão
27 de Junho de 2009 às 05:53


A DM9DDB acaba de ser anunciada como Agência do Ano do Festival de Cannes 2009, à frente de outra brasileira, a AlmapBBDO, que também foi vice-campeã em 2008 passado, atrás da BBDO NY. A turca DDB&CO, de Istambul, terminou o festival deste ano na terceira posição. Esta é a terceria vez que a DM9DDB leva o prêmio para o País, já que havia sido campeã em 1998 e 1999. O Brasil ainda conquistou o mesmo título em 2000, com a AlmapBBDO, e 2001, com a F/Nazca S&S.

O prêmio de Agência do Ano leva em consideração o total de pontos dos prêmios e indicações ao shortlist em Film, Press, Outdoor e Radio.

A agência comandada por Sérgio Valente teve a mesma quantidade de Leões e shortlists da AlmapBBDO, mas levou vantagem por ter mais Pratas. Ao todo, a DM9DDB faturou dois Ouros, duas Pratas e dois Bronzes, além de 14 shortlists no total. Já a AlmapBBDO teve também dois Ouros, mas ficou com quatro Bronzes, além de seus 14 shortlists.

Com duas agências no Top 3, a rede DDB acabou levando o título de Rede do Ano, à frente da BBDO e da Ogilvy&Mather.

O Palme D'Or 2009 ficou para a Phenomena, da Tailândia. Na sequência aparecem Smuggler e Hungry Man, dos Estados Unidos, seguidas por Academy (Reino Unido), O Positive (EUA), MJZ, Partizan, Rattling Stick (Reino Unido), Wanda Productions (França) e Landia (Argentina).

Confira os Leões de DM9DDB e AlmapBBDO:

DM9DDB - Agência do Ano do Festival de Cannes 2009

FILM
BRONZE – "Rato", da DM9DDB para Tok Stok, com produção da Cia. de Cinema, direção de Tom Stringhini e trilha da Tesis.

PRESS
OURO – "Grandes Imagens" ("Box", "Napalm" e "Tanque") para a Latin Stock
OURO – "Rotina" ("Praia-Neve" e "Cidade-Campo") para o Terra Viagens, do portal Terra
BRONZE - "Trompete", "Robô" e "Vaso", para Fedex

OUTDOOR
PRATA – “Praia/Neve” e “Cidade/Campo” para o Terra Viagens, do portal Terra
PRATA – “Vaso”, para Fedex

AlmapBBDO

FILM
OURO AlmapBBDO Cachorro-Peixe Volkswagen
BRONZE AlmapBBDO Caixas Volkswagen Caminhões

OUTDOOR
BRONZE AlmapBBDO Homem/Mulher Bayer/Aspirina


PRESS
OURO AlmapBBDO Desenhos (Círculos/X/T) EPA
BRONZE AlmapBBDO Pássaros Greenpeace

RADIO
BRONZE AlmapBBDO Taça de Champagne/Cortador de Unha EPA

Transcrito de Meio&Mensagem Online
Postado pela professora Lourdinha Dantas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Três Leões para o Brasil em Film

Ouro para "Cachorro-Peixe" e Bronze para "Caixas", ambos da Almap para Volkswagen; e outro Bronze para "Rato", da DM9 para Tok Stok

Por Alexandre Zaghi Lemos
26 de Junho de 2009 às 12:14


O Brasil conquistou três Leões no Film Lions 2009, que terá seu resultado oficial divulgado na manhã desta sábado, 27. O comercial "Cachorro-Peixe", da AlmapBBDO para SpaceFox, da Volkswagen, faturou um Leão Ouro - raro para o Brasil nos últimos anos. o filme teve produção da argentina Rebolucion, direção de Armando Bo e trilha da brasileira Raw Produtora de Áudio.

O País também ganhou dois Bronzes para os filmes Caixas", da AlmapBBDO para Volkswagen Caminhões, com produção da Sentimental Filme, direção de Paulo Diehl e trilha da A9; e "Rato", da DM9DDB para Tok Stok, com produção da Cia. de Cinema, direção de Tom Stringhini e trilha da Tesis.

Transcrito de Meio&Mensagem
Postado pela professora Lourdinha Dantas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cases que expressam as mudanças na comunicação

Painel sobre trabalhos de agências independentes mostra a importância de equipes integradas e da eliminação de divisões de áreas

Por Lena Castellón
23 de Junho de 2009 às 14:57


Julian Boulding, presidente da The Networkone, recebeu no palco da sala Debussy para o seminário Independent Agency Showcase, no Palais des Festivals, profissionais das agências SS+K (EUA), Forsman & Bodenfors (Suécia) e SantaClaraNitro. Boulding abriu o painel comentando o impacto do Twitter na comunicação. "Vivemos um momento fascinante em que vemos a força das novas mídias. É o caso do Irã, em que os meios convencionais não podem informar o que se passa em relação à eleição. Quem está informando é o Twitter. Este seminário é sobre mudança", disse.

Brad Kay, presidente da SS+K - agência que não tem departamentos separados -, sustentou em sua apresentação que é fundamental estar satisfeito com o que se faz. "Quando você está feliz, você faz um bom trabalho e você encontra a criatividade". Ele destacou também a importância do que chamou de social forces, conjunto de valores carregados pela sociedade de hoje, como descoberta, esperança, reconsideração. Os cases que apresentou foram: desenvolvimento de ação na campanha de Barack Obama para conquistar votos de eleitores jovens, uma campanha para o Credo Mobile ("you can say much more with your credo"), e a famosa pulseira Livestrong, notabilizada pelo ciclista Lance Armstrong.

Fernando Campos, sócio-diretor da Santa Clara, contou que desde o princípio a agência integrou os profissionais de todas áreas. E mostrou que o clima na empresa ajuda a estimular a criatividade da agência. Cada case exibido no painel se referia a um ano diferente da SantaClara. Ele trouxe o trabalho feito para o Pancadão do Caldeirão (quando lançou o FunkTube), do apresentador Luciano Huck, uma das peças elaboradas para a campanha do canal FX (pelo direito de ser homem), e um dos filmes criados para Fila (comercial em que o bebê dá seus primeiros passos e depois sai correndo).

Em seguida foi a vez de Filip Nilsson, chairman da Forsman & Bodenfors, agência sueca que faturou GP de Media no ano passado. "Para mim, tudo trata de buscar relevância", disse. Os cases apresentados foram feitos para Ikea, a ação vencedora do Grand Prix (para a previdência sueca) e o próprio site da agência.

Em comum, as três agências defendem que o sucesso se baseia em ter boas e talentosas pessoas nas equipes, dar espaço para as ideias e alimentar a confiança em seus profissionais.

Transcrito de Meio&Mensagem
Postado pela professora Lourdinha Dantas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Brasil tem 3 Ouros e 4 Bronzes em Press

DM9DDB disputou o Grand Prix com a vencedora Fred & Farid, de Paris

Por Alexandre Zaghi Lemos
22 de Junho de 2009 às 11:22

Terminou o julgamento da área de Press, que terá seu resultado oficial divulgado somente na quarta, 24, às 11h (6h no horário de Brasília).

As agências brasileiras conquistaram seis troféus: três Leões de Ouro e quatro de Bronze.

O maior destaque do Brasil foi a DM9DDB, que com a campanha "Grandes Imagens" ("Box", "Napalm" e "Tanque", para a Latin Stock, disputou o Grand Prix. Entretanto, a vencedora foi a parisiense Fred & Farid, com uma série de anúncios para Dakota, da Wrangler. Uma terceira campanha também disputou o prêmio máximo: a série de cinco anúncios da francesa CLM BBDO, de Boulogne-Billancourt, para Alka Seltzer, da Bayer.

A série da DM9DDB para a Latin Stock ficou com um Leão de Ouro. A agência faturou um segundo Ouro com a campanha "Rotina" ("Praia-Neve" e "Cidade-Campo"), para o Terra Viagens, do portal Terra. E, ainda, um Leão de Bronze com a série "Trompete", "Robô" e "Vaso", para Fedex.

O terceiro Leão de Ouro brasileiro foi para AlmapBBDO pela campanha de quatro anúncios "Até onde vai sua criatividade", para Escola Panamericana de Artes.

O Brasil teve ainda outros três Bronzes para os anúncios "Botão escondido", da Talent para Sony Ericsson; e "Pássaros", da AlmapBBDO para o Greenpeace; e para a campanha de três peças da Publicis para Oral-B.

Press é uma das áreas que tradicionalmente dá mais prêmios ao Brasil em Cannes. Entretanto, neste ano tanto o shortlist como a distribuição de Leões foi bem mais comedida, por orientação do presidente do júri, David Lubars. Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram apenas um Leão: o Ouro para a Saatchi & Saatchi de Nova York.
Meio&Mensagem Online

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

Livro polemiza em torno do trabalho de PR e da publicidade

Distribuído no festival, "The fall of PR and the rise of advertising" traz dez motivos que explicam uma suposta queda do negócio de RP e o crescimento da propaganda, tese defendida pelo sueco Stefan Engeseth

Por Lena Castellón
22 de Junho de 2009

Os delegados do Cannes Lions 2009 receberam um livro em seu kit de inscrição que pode botar lenha na fogueira, como apontou Bernardo Magalhães, da Central Globo da Comunicação, no blog Sapo de Dentro. "The fall of PR and the rise of advertising", do sueco Stefan Engeseth, discute mudanças no cenário da mídia e apimenta o debate ao elencar dez pontos que estariam levando o trabalho de PR (ou Relações Públicas, em português) a um declínio, enquanto que o da publicidade estaria subindo.
A estratégia de Engeseth para dar mais visibilidade a seu novo livro - ele escreveu também "One, a consumer revolution for business" e "Detective Marketing" - foi liberar o download de seu trabalho via internet, além de distribuir dez mil cópias da obra no festival.

Entre as dez razões para a suposta queda do PR estão: "as agências de PR não podem mais esconder a verdade" (100 milhões de blogueiros estão atentos a tudo e com voz para falar o que quiserem); os profissionais de relações públicas adoram gerenciamento de crises não pelo desafio, mas pelo pagamento (situações como essas provocam um giro rápido de dinheiro) e a falta de regras permite que as agências de PR "avancem demais" (o autor ironiza, dando a entender que celebridades com alguma doença não deveriam ser porta-vozes da indústria farmacêutica).
Como alguns dos motivos que estão levando a publicidade a crescer Engeseth indica o custo mais em conta da internet (em comparação aos valores pagos pelo uso da mídia tradicional); o fato de as agências de propaganda definirem as estratégias para a marca enquanto que as de PR não fazem isso; e a publicidade ter se tornado parte da indústria de entretenimento.
O livro traz ainda dez razões para fazer a curva dos negócios voltar a subir. Uma delas é fornecer de graça o máximo possível aos consumidores. "Deixe que a publicidade pague pela conta". Outra é criar monumentos - ou prédios - que façam a comunicação da marca, como construir algo relativo a Goodyear na forma de um pneu.

Como se vê, Engeseth não economiza nas palavras. Resta saber a reação dos escritórios de PR.

Transcrito de Meio&Mensagem Online.

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

PR garante primeiro Leão para o Brasil

Troféu foi para campanha da Rede Globo, criada em parceria pela LiveAD, para série Capitu

Por Renato Pezzotti
22 de Junho de 2009

A categoria estreante do Cannes Lions deste ano garantiu ao Brasil seu primeiro Leão dessa edição. O troféu - que neste primeiro ano não teve divisão entre Ouro, Prata e Bronze - foi conquistado com uma campanha criada pela Rede Globo, em parceria pela LiveAD, para a divulgação da série Capitu. Encaixada na categoria "Novas Mídias", a peça "Mil Casmurros", feita na internet promovia uma leitura coletiva do clássico de Machado de Assis.

Já o Grand Prix ficou para o case "O melhor emprego do mundo" da australiana Cummins Nitro para o Turismo de Queensland. A ação ofereceria um emprego com alto salário para atividades rotineiras em uma ilha daquela localidade. A ação, que começou como uma verdadeira oferta de emprego, gerou grande repercussão e retorno de mídia espontânea em diversos países, incluindo o Brasil. O case ainda levou outros dois troféus na categoria.

Dos outros 16 troféus distribuídos, destaque para os Estados Unidos, que conseguiram quatro Leões.

Transcrito de Meio&Mensagem Online.

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

domingo, 21 de junho de 2009

Campanha de Obama pode levar prêmio

Folha de São Paulo - 21.06.09

DA ENVIADA ESPECIAL A CANNES

Antes mesmo de Cannes abrir suas portas, a campanha de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos surge como candidata ao prêmio mais disputado do 56º Festival Internacional de Publicidade. A expectativa é que o trabalho vença o Grand Prix da disputa Titanium, que reúne ações muito criativas e inclassificáveis nas categorias clássicas de comunicação.
"Na era do engajamento do consumidor e de conversa com as marcas (...), a campanha "Change" reúne uma plataforma com marca clara, design fantástico, uso primoroso da mídia social e o apelo da política 2.0", escreveu em editorial a publicação "Adweek", que pertence à consultoria Nielsen Serviços de Mídia.
Segundo a análise, a campanha de Obama ofereceu ferramentas digitais para que 13 milhões de pessoas se conectassem, criassem eventos e levantassem recursos que acabaram transformando o rumo da campanha presidencial norte-americana.
David Plouffe, gerente da campanha de Obama, estará em Cannes para dar aos publicitários o mapa da mina. Com quedas de dois dígitos nos investimentos em propaganda em revistas, TVs e jornais nos EUA e na Europa neste ano, as discussões falarão sobretudo de como potencializar receitas com novas mídias.
A campanha de Obama já levou prêmios importantes como Clio Awards e The One Show.

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

Cannes começa com 40% menos inscritos

Redução nos gastos com publicidade nos EUA e na Europa faz com que agências e anunciantes diminuam gastos no festival

Brasil é o terceiro país em número de peças inscritas, mas custo de participação -de até 2.175 por peça-diminui a concorrência

CRISTIANE BARBIERI
ENVIADA ESPECIAL A CANNES

No ano em que os investimentos em publicidade devem cair 12% no mundo, segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers, o Festival Internacional de Publicidade de Cannes abre sua 56ª edição bem mais magra, de acordo com todos os indicadores de desempenho.
A crise atingiu em cheio agências e anunciantes, principalmente dos EUA e da Europa, que consideraram não ser de bom tom abusar dos gastos, numa região em que o papaia do café da manhã chega a custar US$ 90 (cerca de R$ 177), como no Eden Roc. Encravado no alto de um rochedo, o hotel fica a dez minutos de barco de Cannes, em Cap d'Antibes, e recebeu encontros entre publicitários e seus clientes, como o almoço oferecido pela FCB, do grupo Publicis, no ano passado.
O maior evento do mundo na área, que movimentou US$ 480 bilhões globalmente no ano passado, começa hoje com queda estimada de 40% no número de participantes. A organização do festival espera cerca de 6.000 inscritos, ante os 10 mil do ano passado. Cada inscrição custa 2.175, ou 999 para quem tem até 30 anos de idade.
Já o número de peças inscritas sofreu redução de 20%, indo de quase 30 mil, em 2008, para 22,6 mil neste ano. As taxas de inscrição dos trabalhos variam de 270 para peças de rádio a 1.150 para a categoria Titanium & Integrated, de mídias integradas. Os valores foram reajustados em 7%, em média, em relação a 2008.
Apesar de o Brasil continuar como o terceiro país em número de inscrições, elas diminuíram 38% em relação a 2008 e ficaram em 1.519 trabalhos apresentados ao júri. O país está atrás de EUA e Alemanha. Com a queda, o investimento das agências brasileiras no festival somou R$ 1,6 milhão, ante R$ 2,3 milhões de 2008.
Além de o número de peças ter diminuído, algumas agências brasileiras cancelaram completamente a ida ao festival. Premiada como agência do ano em Cannes, em 2001, a F/Nazca decidiu não participar de nenhuma competição neste ano cuja inscrição fosse paga.
"A agência deve muito de sua reputação à visibilidade alcançada através desses concursos", escreveu em comunicado Fábio Fernandes, presidente da F/Nazca. "Nossa decisão reflete apenas o sentimento de que 2009 deverá ser um ano para orientar todos os recursos (...) ao foco dos negócios."
A Neogama também cancelou sua participação em função da crise e diversas agências grandes inscreveram poucas peças. No entanto, a DM9DDB divide com a Almap o recorde de 155 inscrições, cada. "Ajudaria muito se as inscrições fossem mais baratas, mas a tendência é priorizar a ida a festivais relevantes", diz Sérgio Valente, presidente da DM9DDB.
Além do comedimento no festival, as festas memoráveis que o acompanham minguaram neste ano. A DDB, que há dez anos fazia uma das mais sofisticadas festas num píer da orla de Cannes, com direito a disputa pelos ingressos no eBay, cancelou o evento neste ano por conta da crise. Não foi a única. A Publicis, a Leo Burnett e o grupo editorial Havas também cortaram festas de relacionamento.
"Além de [ter seminários] voltados ao que os inscritos precisam saber, de um jeito prático, estamos ajudando-os a acharem modos mais baratos de aproveitar Cannes", disse Terry Savage, presidente do conselho do festival, à Folha.
Segundo Savage, além de descontos em passagens aéreas, o festival organizou meios de hospedagens alternativos e mais em conta. "Cannes significa aprender com os líderes e seus pares, e não com refeições e garrafas de vinho caras", argumenta Savage.

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

A liberdade das más razões

JANIO DE FREITAS - Folha de São Paulo - 21.06.09

É falsa a ideia de que o jornalismo profissional seja o repositório da liberdade opinativa

"LIBERDADE de expressão" não é uma expressão de liberdade, é uma fórmula cuja utilidade política está em encobrir limitações e condicionantes do direito de expressão. Umas necessárias à sociedade, outras impostas para preservação de domínio.
Magistrados e advogados abusaram do uso da expressão que sabem ser falaciosa, para chegar à extinção, pelo Supremo Tribunal Federal, da exigência de diploma específico para profissionais do jornalismo. A exigência, não nascida dos motivos repetidos no STF, foi um excesso problemático desde sua criação em 1969, mas nem por isso deixou de produzir um efeito muito saudável e nunca citado, no STF ou fora. Em lugar do diploma específico, a obrigatoriedade de algum curso universitário, não importa qual, seguida de um curso intensivo de introdução aos princípios e técnicas do jornalismo, seria a fórmula mais promissora para a melhor qualidade dos meios de comunicação.
É um argumento rústico a afirmação de que diploma obrigatório de jornalismo desrespeita a Constituição, por restringir o direito à liberdade de expressão. É falsa essa ideia de que o jornalismo profissional seja o repositório da liberdade opinativa. São inúmeros os meios de expressão de ideias e opiniões. E, não menos significativo, a muito poucos, nos milhares de jornalistas, é dada a oportunidade de expressar sua opinião, e a pouquíssimos a liberdade incondicional de escolha e tratamento dos seus temas. (A esta peculiaridade sua, a Folha deve a arrancada de jornal sobrevivente para o grande êxito).
A matéria-prima essencial do jornalismo contemporâneo não é a opinião, é a notícia. Ou seja, a informação apresentada com técnicas jornalísticas e, ainda que a objetividade absoluta seja um problema permanente, sem interferências de expressão conceitual do jornalista. A grande massa da produção dos jornalistas profissionais não se inclui, nem remotamente, no direito à liberdade de expressão. Há desvios, claro, mas a interferência de formas opinativas no noticiário serve, em geral, à opinião e a objetivos (econômicos ou políticos) da empresa. Neste caso há, sim, uma prática à liberdade de expressão, no entanto alheia ao jornalismo, aí reduzido a mera aparência de si mesmo.
Os colaboradores, não profissionais de jornalismo, são os grandes praticantes do direito de liberdade de expressão nos meios de comunicação. E nunca precisaram de diploma de jornalista. A extinção da exigência de diploma em nada altera as possibilidades, as condicionantes e as limitações da liberdade de expressão na produção do jornalismo. Altera o que chamam de mercado de trabalho para os níveis iniciais do profissionalismo. Para os níveis mais altos, há muito tempo as empresas adotaram artifícios para dotar suas redações de diplomados em outras carreiras que não o jornalismo. À parte a questão legal, o resultado é muito bom.
Com o diploma, extinto à maneira de um portão derrubado e dane-se o resto, o STF eliminou sem a menor consideração o efeito moralizante, não só para o jornalismo, trazido sem querer pela exigência de curso. Efeito sempre silenciado. Deu-se que os anos de faculdade e seu custo desestimularam a grande afluência dos que procuravam o jornalismo, não para exercê-lo, mas para obter vantagens financeiras, sociais e muitas outras. Tal prática sobreviveu à exigência do curso, porém não mais como componente, digamos, natural do jornalismo brasileiro. É lógico que as empresas afirmem critérios rigorosos para as futuras admissões, mas sem que isso valha como segurança de passar da intenção à certeza.
O julgamento do recurso antidiploma trouxe uma revelação interessante, no conceito que a maioria do Supremo e os advogados da causa mostraram fazer da ditadura. Segundo disseram, já a partir do relatório de Gilmar Mendes, o decreto-lei com a exigência de diploma era um resquício da ditadura criado, em 69, para afastar das redações os intelectuais e outros opositores do regime. Ah, como eram gentis os militares da ditadura. Repeliram a violência e pensaram em uma forma sutil, e legal a seu modo, de silenciar os adversários nos meios de comunicação, um casuísmo constrangido.
Nem que fosse capaz de tanto, a ditadura precisaria adotá-lo. Sua regra era mais simples: a censura e, se mais conveniente, a prisão.
O julgamento no STF dispensou a desejável associação entre direito à liberdade de expressão e, de outra parte, recusa a argumentos inverazes. A boas razões preferiu a demagogia.

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

sábado, 20 de junho de 2009

Sobre o fim do diploma para jornalista

Os Pré-Cogs estão chegando

18/06/2009 11:31:14
Ivana Bentes

Finalmente caiu o diploma de jornalista. Em votação histórica no Supremo Tribunal Federal.

O fim da exigência do diploma para se exercer o jornalismo no Brasil (como em tantos paises do mundo inteiro) abre uma série de novas questões e debates sobre o campo da Comunicação pós-midias digitais, bem mais interessantes que o velho muro das lamentações corporativas. Agora, será necessário constituir novos “direitos” para jornalistas e não-jornalistas, free-lancers, blogueiros e midialivristas terão que inventar novas formas de lutas, comuns.

O fim do diploma tira da “invisibilidade” a nova força do capitalismo cognitivo, as centenas e milhares de jovens free-lancers, autônomos, midialivristas, inclusive formados em outras habilitações de Comunicação, que eram impedidos por lei de fazer jornalismo e exercer a profissão e que, ao lado de qualquer jovem formado em Comunicação, constituem hoje os novos produtores simbólicos, a nova força de trabalho “vivo”.

Vamos finalmente sair do piloto automático dos argumentos prontos “em defesa do diploma” que sempre escamotearam alguns pontos decisivos:

1. O fim da exigência de diploma para trabalhar em jornalismo não significa o fim do Ensino Superior em Jornalismo, nem o fim dos Cursos de Comunicação que nunca foram tão valorizados. Outros cursos, extremamente bem sucedidos e disputados no campo da Comunicação (como Publicidade) não tem exigência de diploma para exercer a profissão e são um sucesso com enorme demanda. A qualidade dos cursos e da formação sempre teve a ver diretamente com projetos pedagógicos desengessados, com consistência acadêmica, professores de formação múltipla e aberta, diversidade subjetiva e não com “especificidade” ou exigência corporativa de diploma.

2. As empresas de jornalismo e comunicação são as primeiros a contratarem os jornalistas com formação superior. NA UFRJ, por exemplo, os estudantes de Comunicação e Jornalismo são "caçados" pelas empresas que dão preferência aos formados, com nível superior em Comunicação, por que mudariam?

3. Esse papo de "quem é contra o diploma faz o jogo do patrões", é uma velha ladainha, repetida no piloto automático da frases feitas. Raciocínio que é bem mais conservador e retrógrado que o próprio discurso das empresas/mercado que precisa empregar quem tem formação de qualidade. Que precisa de profissionais qualificados,capazes de entender os novos ambientes pós-digitais, capazes de fazer redes e de inovar em diferentes campos.

4. Os jornais já burlam a exigência de diploma pagando os MAIORES salários da Redação aos não-jornalistas, cronistas, articulistas, editorialistas, muitos SEM diploma (a exigência de diploma nunca alterou esse quadro!). As Universidades não precisam formar os “peões” diplomados, mas jovens capazes de exercer sua autonomia, liberdade e singularidade, dentro e fora das corporações, não profissionais “para o mercado”, mas capazes de “criar” novos mercados, jornalismo público, pós-corporações.

5. Nada justificava a "excepcionalidade" do diploma para os jornalistas que criou uma “reserva de mercado” para um pequeno grupo e que diminuía a empregabilidade de jovens formados em cinema, rádio e TV, audiovisual, publicidade, produção editorial, etc. proibidos pelo diploma de exercer.....jornalismo.

Até agora, nenhuma entidade corporativa defendeu nem pensou em uma SEGURIDADE NOVA para os free-lancers, os precários, os que não tem e nunca terão carteira assinada. É hora das associações, federações, sindicatos mudarem o discurso do século XIX e entrarem no século XXI buscando uma nova forma de SEGURIDADE PARA OS PRECÁRIOS, OS NÃO DIPLOMADOS, OS MIDIALIVRISTAS, o fim do diploma aponta para essas novas lutas.

O raciocínio corporativo constituiu até hoje uma espécie de “vanguarda da retaguarda”, discurso, fabril, estanque, de defesa da “carteira assinada” e "postos de trabalho ", quando no capitalismo cognitivo, no capitalismo dos fluxos e da informação o que interessa é qualificar não para "postos" ou especialidades (o operário substituível, o salário mais baixo da redação!), mas para CAMPOS DO CONHECIMENTO, para a produção de conhecimento de forma autônoma e livre, não o assujeitamento do assalariado, paradigma do capitalismo fordista.

A idéia de que para ter “direitos” é preciso se ‘assujeitar” a uma relação de patrão/empregado, de “assalariamento”, é uma idéia francamente conservadora!

O precariado cognitivo, os jovens precários das economias criativas estão reinventando as relações de trabalho, os desafios são enormes, a economia pós-Google não é a Globo fordista, não vamos combater as novas assimetrias e desigualdades com discursos e instrumentos da revolução industrial.

Devemos lutar não por cartórios do século XIX, mas pelos novos movimentos sociais de organização e defesa do precariado, lutar pela AUTONOMIA fora das corporações, para novas formas de organização e seguridade do trabalhador livre do PATRÃO E DA CORPORAÇÃO.

A General Motors nos EUA e as fábricas fordistas não vão falir sozinhas, levarão juntos o capitalismo fabril, patronal, corporativo e o arsenal conceitual, os discursos, que não conseguem mais dar conta, nem explicar, as mudanças.

Acabou o diploma de Jornalismo, mas o diploma/formação de Comunicação nunca foi tão importante! Vamos agora pensar o jornalismo público, o jornalismo do comum! E, antes que eu me esqueça: isso não tem nada a ver com “neoliberalismo”, vamos parar de repetir duas ou três frases clichês!

Existem hoje “revoluções do capitalismo” (titulo do belo livro de Mauricio Lazaratto, inspirado em Antonio Negri e Gilles Deleuze).

Não é a toa que a garotada prefere ir para as Lan Houses ao invés de entrarem para as corporações.

A Comunicação e o jornalismo são importantes demais para serem "exclusivas" de um grupo de "profissionais". A Comunicação e o jornalismo hoje são um "direito" de todos, que será exercido por qualquer brasileiro, com ou sem diploma.

O capitalismo cognitivo está constituindo um novo processo de acumulação globalizado, que tem como base o conhecimento, as redes sociais, a comunicação, o “trabalho vivo” (Negri. Lazaratto. Cocco), existem, claro, novas formas de exploração e assujeitamento, mas também novas formas de luta!

Adeus ao proletariado fabril, diplomado ou não, viva o precariado cognitivo, os Pré-Cogs que estão chegando e são a base da comunicação, base das tecnologias da informação, base da economia do conhecimento, que alimenta a inovação e as novas lutas.

Viva a formação superior em Comunicação, em Jornalismo, viva as Escola Livres de Jornalismo e as novas dinâmicas mundanas de ensino/aprendizado e trabalho “vivo”.



*Ivana Bentes é professora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, é formada em Comunicação com habilitação em jornalismo. Twitter: @ivanabentes

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

domingo, 14 de junho de 2009

Polidez

Ailton Amélio - Doutor em Psicologia

O psicólogo americano Abraham Maslow, autor da famosa teoria sobre a hierarquia da importância das necessidades humanas, propôs que todos nós temos cinco níveis de necessidades: fisiológicas (por exemplo, a comida e o sexo), segurança (a segurança do corpo e dos recursos), relacionamento (amizade e família), estima (auto-estima e respeito dos outros) e a realização pessoal (auto-realização e espontaneidade). Neste artigo vamos tratar da estima, o quarto nível desta hierarquia. Vamos tratar principalmente de dois dos seus componentes mencionados acima: a auto-estima e o respeito.

Aquelas pessoas que rebaixam a auto-estima dos seus interlocutores ou que não os respeitam estão cometendo um erro gravíssimo, uma vez que estas são duas necessidades básicas da nossa espécie. Quem age desta forma causa um grave desconforto em seus interlocutores, o que gera dificuldades para iniciar, desenvolver e manter relacionamentos amorosos.

A estima de uma pessoa é muito afetável pelo conteúdo e pela forma da conversa, principalmente pela polidez ou falta de polidez por parte da outra pessoa. A palavra “polidez”, tal como está sendo utilizada aqui, significa “tato para se relacionar” e não ser “chique”, saber usar os talheres ou usar o tipo certo de roupa nas recepções sociais. Muitas pessoas que são “chiques”, neste segundo sentido, são extremamente grosseiras nos seus relacionamentos sociais.

O caso de Inês, relatado em seguida, ilustra as conseqüências da falta de polidez.

Inês: muitas qualidades e pouca polidez
Inês era linda, elegante e tinha uma boa condição financeira. Havia estudado nas melhores escolas e era muito viajada. Estava sempre em dia com as novidades. Aparentemente tinha tudo para fazer sucesso no campo amoroso. Logo na primeira sessão de terapia ela revelou que realmente tinha muita facilidade para iniciar relacionamentos amorosos, mas, acrescentou, tinha muita dificuldade para mantê-los. Os motivos desta dificuldade logo ficaram claros. Conversar com ela era frustrante e ofensivo. Ela dizia tudo que lhe passava pela cabeça, sem se preocupar com a escolha das palavras e com a forma de se expressar. Não poupava o interlocutor. Impacientava-se quando ele não era direto. Gabava-se de ser “transparente” – leia-se “não tinha papas na língua”. Em resumo, ela não era nada polida e tinha muitos problemas por isso.

Manifestações da polidez

Cada pensamento pode ser expresso através de muitas palavras e de muitas formas diferentes. Por exemplo, ele pode ser expresso através de diversas palavras que tenham significados semelhantes, através de diversos tons de voz e de forma direta ou indireta. Muitos destes vocabulários e formas de expressão, além de comunicar as idéias, também expressam, simultaneamente, diferentes graus de polidez.

Polidez marcada e polidez não marcada

As culturas geralmente possuem códigos de conduta, não escritos e pouco conscientes, que prescrevem como as pessoas devem se portar durante uma conversa.
A polidez é denominada “não marcada” quando ela não vai além daquilo que é estipulado pela cultura e praticado pela maioria das pessoas. Este tipo de polidez passa despercebido - ela é considerada “normal” pela maioria das pessoas. Quando ela não é praticada nas ocasiões em que é esperada, aquele que a omitiu é visto como impolido, rude e não-educado. Por exemplo, dizer “obrigado” quando alguém fornece uma pequena informação “nada mais é do que obrigação”.
A polidez é denominada “marcada” quando ela vai um pouco além daquilo que é estipulado pela cultura. Quem pratica este tipo de polidez é considerado “polido”. Por exemplo, abrir a porta do carro para a namorada ou ajeitar a cadeira para que ela se sente em um restaurante é uma polidez marcada. Quem a pratica é classificado como polido porque, atualmente, a maioria dos homens não age mais desta forma.

Manifestações da polidez

Existem muitas formas de ser polido ou impolido. Vamos examinar aqui algumas formas de ser polido. A polidez pode ser manifestada:

(1) através de ações que expressam respeito e visam o bem-estar da outra pessoa
Este tipo de polidez é constituído por vários pequenos cuidados com a outra pessoa. Exemplos:
o Abrir a porta e deixá-la passar primeiro; ajeitar a cadeira ou ceder o lugar para ela se sentar; deixá-la se servir do alimento primeiro.
A maioria destas ações é mais esperada por parte do homem em relação a uma mulher. Quando ambos os parceiros são do mesmo sexo, este tipo de polidez é mais esperado por parte daquele que tem menos poder no relacionamento.
o Ao telefonar, verificar o grau de disponibilidade da outra pessoa para conversar e ajustar a duração da comunicação a partir desta informação.
o Recepcioná-la condignamente. Exemplo: Quando estiver conversando com ela, cessar outras atividades para lhe dar toda a atenção.
o Apresentar reparações quando tiver que fazer algo que cause desconforto nela, como levar flores ou apresentar uma justificativa para o que foi feito.

(2) através da comunicação
A polidez através da comunicação deve ser manifestada pelo ouvinte e pelo falante através da comunicação não-verbal e da comunicação verbal, através da forma e do conteúdo daquilo que está sendo comunicado.
Os seguintes cuidados devem ser tomados por todos os participantes de uma conversa:
• Tornar a conversa agradável para a outra pessoa
• Contribuir para que ela seja bem-sucedida na sua tentativa para projetar uma boa imagem de si. Por exemplo, se ela tentar se apresentar como uma pessoa engraçada, altruísta ou vítima, tentar cooperar, dentro do razoável, para que tenha sucesso nesta tentativa.
• Contribuir para que a outra pessoa tenha um papel importante na conversa. Por exemplo, não reduzi-la a mera espectadora passiva e não forçá-la a desempenhar um papel ativo por obrigação.
• Respeitar a dignidade dela. Por exemplo: quando tiver que falar algo comprometedor ou constrangedor para ela, procure fazer isso em particular e não em público.

Polidez por parte do ouvinte
Ouvir ativamente o que o outro está dizendo pode ser tão ou mais importante do que falar coisas interessantes para ele. Uma das piores coisas é conversar com alguém que não dá importância para aquilo que estamos falando ou que mostra má vontade para nos ouvir. Exemplos de maneiras de ouvir ativamente:
o Ouça atentamente.
o Sempre que possível, acolha o que a pessoa está dizendo. Mesmo quando discordar tente ver o que ela está dizendo sob o ponto de vista dela.
o Não interrompa demais.

Polidez do falante
o Sempre que possível, fale coisas que reconheçam e realcem os méritos do interlocutor.
o Evite falar coisas desagradáveis e usar um tom de voz desagradável.
o Quando for inevitável falar coisas desagradáveis, adote formas de falar que amenizem os impactos negativos desnecessários.

Vamos ver agora alguns recursos específicos que podem ser usados pelo falante polido.

Uso de amenizadores

O uso de amenizadores consiste em substituir uma formulação desagradável por outra mais amena. As principais destas formas de amenizar são as seguintes:

1 - Usar a comunicação indireta quando for dizer algo que ameace a estima do interlocutor
Exemplos
• Substituir uma ordem (mais coercitiva) por pergunta (menos ameaçadora):
Por exemplo: ao invés de dizer “Abra o vidro do carro”, diga “Você poderia abrir o vidro?” ou “Está abafado aqui, não é?”
• Apresentar uma pergunta que equivale a uma reprovação
Ao invés de dizer: “Não quero que você faça isso”, diga “Você não vai fazer isto de novo, vai?”.
• Apresentar uma confissão de incompreensão que equivale a uma crítica
Ao invés de dizer: “Você não foi claro”, diga “Não entendi o que você disse”.

2 - Usar desatualizadores
Os desatualizadores são recursos que distanciam quem fala, aquilo que está sendo dito ou aquele que está recebendo a mensagem daquilo que está sendo falado. Por exemplo:
• Uso do condicional
“Se você puder fazer isso, eu agradeço.”
• Uso do passado da polidez
Diga “Você poderia...?”
• Uso de pronomes que despersonalizam o autor da frase.
Ao invés de dizer “Eu...”, diga “Nós...”, “A Gente...” (“A gente poderia ir ao cinema?”).

3 - Usar afirmações retóricas
• Litotes: é uma figura de linguagem onde uma afirmação é substituída pela negação do contrário
Ao invés de dizer que uma pessoa é feia, diga que ela não é bonita.
• Eufemismo: é o uso de termos mais agradáveis para suavizar uma afirmação. Diga “Vamos dar um tempo” ao invés de dizer “Não quero mais namorar você”.
• Tropo comunicacional: falar para uma pessoa quando, de fato, quer mandar uma mensagem para uma terceira que está ouvindo.

4 - Usar fórmulas especializadas de polidez
Por exemplo: “Por favor”, “desculpe-me”.

5 - Apresentar um enunciado preliminar para se desculpar por um desconforto que vai causar no interlocutor.
Por exemplo: “Sei que você vai ficar com raiva de mim, mas não poderei te levar ao aeroporto.”

6 - Deixar uma saída para o interlocutor ao fazer um pedido
Por exemplo: “Eu gostaria de sair na quinta, mas se você estiver muito ocupado podemos deixar para o fim de semana.”

7 - Usar diminutivos para suavizar o desconforto daquilo que será dito.
Por exemplo: “Posso falar um minutinho com você?”

8 - Usar modalizadores:
Estabelecer uma distância entre o sujeito da enunciação e o conteúdo do enunciado. Isto dá um ar menos autoritário:
Por exemplo: “Eu penso...”, (creio, tenho a impressão etc.).

9 - Usar desarmadores: servem para antecipar e diminuir uma possível reação negativa ao que vai ser dito.
Por exemplo: “Não queria importunar você...”

10 - Usar o apagamento da referência direta aos interlocutores
Por exemplo: “É bom cultivar as amizades” ao invés de dizer “Você cuida pouco dos amigos”.


Seja polido e faça mais sucesso nos seus relacionamentos!

Postado pela professora Lourdinha Dantas.

Saber conversar

O manual do chato

Ailton Amélio da Silva - Doutor em Psicologia

Uma conversa agradável é aquela que corre fácil, os assuntos surgem naturalmente, a passagem de um assunto para o outro acontece de uma forma imperceptível, perde-se a noção de tempo. Tudo isso faz com que ela seja percebida como prazerosa e envolvente. Todos estes efeitos são resumidos pela sensação de que há afinidade entre os parceiros, que há motivação para conversar e que o relacionamento entre eles vai de vento em popa.

A conversa tem um papel central em todos os caminhos para iniciar relacionamentos amorosos, tais como na paquera entre desconhecidos ou na transformação de relacionamentos que já existem em relacionamentos amorosos. O início de um relacionamento amoroso entre desconhecidos não consiste apenas em uma paquera à distância, seguida da abordagem por uma das partes. Para que este início seja efetivado, geralmente existe o teste da conversa: os parceiros conversam por um certo tempo para se certifiquem de que são mutuamente compatíveis. Este papel da conversa é bem ilustrado pela anedota abaixo:

Duas amigas estão em uma balada. Uma delas fica entusiasmadíssima com alguém da mesa ao lado. Depois de um tempo, ela e o rapaz começam a flertar. O rapaz a aborda e começam um encontro alucinante. Tudo o mais se torna secundário. A amiga vai embora, porque sentiu que estava sobrando. No dia seguinte, as duas amigas se encontram. A amiga que tinha ido embora antes pergunta: “E ai, está com aquele rapaz? Ontem, você estava tão entusiasmada.”. A outra responde: “Não. Ele me decepcionou”. A amiga, muito espantada, pergunta: “Porque?” A outra responde: “Quando saímos da balada consegui ouvir direito o que ele dizia!”


Vamos examinar agora algumas formas específicas de ser chato através da conversa. O objetivo deste artigo, obviamente, é contribuir para que você tome consciência e evite estes tipos de comportamentos.

Os chatos na conversa seguem duas regras gerais e diversas regras específicas. As regras gerais são: (1) “Não considere o seu interlocutor.” e (2) “Não faça qualquer esforço para que o seu relacionamento com ele seja agradável, edificante, respeitoso, divertido e motivador”. As maneiras específicas serão apresentadas abaixo.

Maneiras específicas de ser chato em uma conversa

Infelizmente existem várias maneiras de ser chato em uma conversa. Vamos examinar aqui apenas algumas das principais.

Forçar conversas e temas

Nem sempre é possível conversar com uma pessoa ou tratar de um determinado tema com ela. Existem vários tipos de motivos para esta impossibilidade: quando pelo menos uma das partes considera que a outra não é um interlocutor adequado (por exemplo, o interlocutor é alguém desconhecido que faz uma abordagem na rua), quando o momento não é adequado (por exemplo, uma das partes está sem tempo) quando existem dificuldades para localizar assuntos adequados e envolventes naquele momento (“Não ter nada para conversar naquele momento”), etc.

Quem faz uma ligação telefônica deve se certificar se está interrompendo

O telefonema em momentos inconvenientes é um caso freqüente de conversas forçadas. Quando ligamos para uma pessoa nunca sabemos o que ela está fazendo. É bom sempre começar uma ligação perguntando: “Estou interrompendo alguma coisa?” ou algo equivalente. Caso o outro dê algum sinal que sim, quem ligou deve se prontificar em dizer: “Te ligo outra hora”, ou algo do gênero. Também ajuda muito quando quem recebe uma ligação inconveniente diz, assim que atender ao telefone: “Olá, fulano. Tudo bem? É urgente? Posso te ligar daqui a pouco?” ou algo do gênero.

Monopolizar os papéis de falante ou de ouvinte.

Para que haja uma conversa é necessário que haja alternância nos papéis de ouvinte e falante. Caso isto deixe de ocorrer, o acontecimento não é um diálogo. Pode ser um monólogo, uma palestra, uma declaração ou algo do gênero. Esta falha na alternância de papéis tanto pode ocorrer porque um dos interlocutores não quer abrir mão do seu papel de falante ou de ouvinte. O primeiro caso (“pessoas que falam demais”) é mais comentado por aí do que o segundo (pessoas que “ouvem demais” ou “pessoas que falam de menos”).

Falar demais. O falante compulsivo se dá ao direito de fazer todas as associações e desenvolver todos os assuntos que vão lhe passando pela cabeça. Ele só está interessado em se exibir, desabafar ou produzir determinadas reações no ouvinte. Não está interessado no que se passa com este. Falar demais anula o ouvinte e impõe-lhe um problema: ou suporta aquele falante desagradável ou age de uma forma rude para interrompê-lo. Duas medidas são sugeridas para evitar falar demais: (1) falar no máximo por cinco minutos e passar a palavra e (2) mencionar os temas e só desenvolvê-los à medida em que o interlocutor manifeste interesse.

Recusar a palavra. Algumas pessoas se recusam sistematicamente a ocupar o papel de falantes. Quando são pressionadas a fazê-lo, falam o mínimo possível e da forma menos comprometedora possível. Isto cria uma conversa assimétrica e, geralmente, pouco interessante. A pessoa que fala pouco contribui menos, deixa de expor a sua posição, dá a impressão de pouco interesse e de falta de confiança em si mesmo e no interlocutor. Esta forma de participação é insatisfatória principalmente para os interlocutores que não são compulsivos para falar.

Empurrar para o outro toda a tarefa de manter a conversa. Algumas pessoas não se sentem obrigadas a contribuir para o sucesso da conversa. Não se esforçam para agradar e para fazer o interlocutor se sentir bem. Aparentemente adotam a seguinte regra: “O outro que se vire para tornar as coisas interessantes. Vou ficar na minha.”

Existem várias formas de não contribuir para que a conversa fique interessante: não ajudar a procurar assuntos, não conduzir conversas amenas enquanto não aparece um assunto mais interessante, não funcionar como ouvinte ativo, não puxar assuntos, não mostrar envolvimento, não se manifestar (nem mesmo quando estiver achando a conversa interessante), não ajudar a manter e a desenvolver os assuntos propostos pelo interlocutor, entre outras.

Mostrar desatenção

Esta forma é ainda mais grave de ouvir passivamente. O ouvinte passivo mostra sinais fracos de interesse e envolvimento. O desatento deixa de apresentar os sinais de atenção ou mostra sinais de atenção para outras coisas como, por exemplo, ficar olhando para o que está ocorrendo no ambiente ou apresenta sinais de que quer continuar a se concentrar em outra atividade (continua com um livro aberto na mão, continua com o corpo orientado para a televisão ligada etc.).

Interromper demais

Certa vez fiz a seguinte experiência com meus alunos: fiz uma pergunta para um deles. Assim que ele começou a responder eu fiz outra pergunta. Assim que ele começou a responder esta segunda pergunta eu apresentei uma terceira, e assim por diante. Geralmente três ou quatro perguntas e interrupções de respostas deste tipo eram suficientes para fazer o aluno ferver de raiva. Ele se mostrava perturbado, frustrado e agressivo comigo. Só se acalmava um pouco quando eu explicava que este procedimento estranho e rude tinha o objetivo de demonstrar os efeitos da interrupção.

A interrupção pode acontecer em diversos contextos: no meio de uma palavra, no meio de uma frase, no meio de uma idéia ou de um tema. Uma quantidade moderada de certos tipos de interrupção pode ser bem-vinda. Por exemplo, as interrupções para fins esclarecimento (de um termo ou idéia), para mostrar o interesse e envolvimento do ouvinte no que está sendo dito, as interjeições ou comentários breves, que não exijam respostas elaboradas, podem indicar envolvimento do ouvinte, o que é motivador para o falante.

Dar conselhos não solicitados

Muita gente confunde quando o interlocutor quer apenas relatar ou desabafar sobre um acontecimento com um pedido de conselhos. Os homens cometem muito este tipo de erro. As mulheres odeiam, por exemplo, quando começam a contar um fato aborrecido que ocorreu no trabalho e o marido logo se apressa em sugerir medidas que ela deveria tomar. Este tipo de conselho na hora errada encerra a fase de desabafo. Isto acontece principalmente quando o conselheiro espera que o outro passe a considerar aquilo que aconselhou e fica irritado quando o outro mostra resistência e não dá sinais de que vá implementar o sugerido.

Ladrão de holofotes

Neste caso, o chato segue a seguinte regra: “O que aconteceu comigo é mais importante do que o que aconteceu com você”. “A minha notícia é mais interessante do que a sua”.

Quando este tipo de chato atua, a pessoa que introduziu o tema não consegue obter o impacto que queria. O tema pode continuar em pauta, mas agora quem o expressa é o ladrão. Ele continua a tratar do tema que o outro apresentou, mas da forma que o interessa: como o fato o afetou, como ele o vê, como tratou dele, enfim, como é mais importante a sua relação com o tema e do que daquele que o introduziu. Ele adquire o controle do tempo, da palavra e da forma.

Evitar ser chato já é meio caminho andado para uma boa conversa.

Publicado pela professora Lourdinha Dantas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

PRÊMIO CENTRAL DE OUTDOOR 2009 - REGULAMENTO ESTUDANTIL

TEMA: Pedofilia - Tem que ter um basta.

Como forma de estimular e incentivar a criatividade na utilização do outdoor pelos futuros profissionais, a Central de Outdoor premiará o trabalho desenvolvido pelo estudante de graduação em publicidade e propaganda das faculdades e escolas de terceiro grau com o Troféu Benedito Melito.

A - Das Campanhas Concorrentes:
a1) - Poderão concorrer ao Grande Prêmio Central de Outdoor 2009 - Categoria Estudantil - os estudantes que criarem um outdoor com o tema “Pedofilia – Tem que ter um basta”. É obrigatória a colocação do logotipo da Central de Outdoor no cartaz como assinatura da campanha. O logotipo está disponibilizado no site www.outdoor.org.br

a2) - Cada estudante só poderá inscrever 1 (uma) única campanha composta de 1 (uma) única peça observada a temática “Pedofilia – Tem que ter um basta.” e obrigatoriamente deverá apresentar sua peça única exclusivamente no formato de 48cm x 16cm (leiaute para outdoor padrão de 9m x 3m) para efeito de exposição e julgamento. As campanhas apresentadas fora dessa especificação serão automaticamente desclassificadas.

a3) - O estudante participante deve concordar em ceder graciosamente à Central de Outdoor todo e qualquer direito autoral da peça inscrita para sua divulgação bastando para isso sua assinatura na ficha de inscrição.

B) - Das Inscrições:
b1) - As campanhas deverão ser inscritas nas Diretorias Seccionais da Central de Outdoor conforme a proximidade do domicílio do estudante.

b2) - Cada leiaute inscrito para o Prêmio Central de Outdoor 2009 - Categoria Estudantil deverá vir acompanhado de ficha de inscrição totalmente preenchida e do arquivo digital no formato jpg (CMYK) com o tamanho de 20 cm de largura finalizado em 300 dpis. A ficha de inscrição está disponível no site www.outdoor.org.br .

b3) - O leiaute do cartaz inscrito (no formato de 48 X 16 cm) não deve estar montado ou colado em quaisquer tipos de pranchas. Basta a impressão em papel no formato exigido (se necessário fazer emenda). A não observância deste item torna o cartaz/campanha passível de eliminação da premiação.

b4) - As inscrições e a entrega do respectivo material devem ser feitas até o dia 11 de setembro de 2009.

b5) - A Central de Outdoor não se responsabilizará por erro ou omissão no preenchimento das fichas.

b6) - Toda e qualquer campanha que não atenda aos requisitos do presente regulamento será eliminada e devolvida ao responsável pela inscrição.

b7) - As peças inscritas são consideradas integrantes do Prêmio Central de Outdoor 2009 – Categoria Estudantil - e não serão devolvidas aos estudantes/faculdades que as inscreveram.

C) - Da seleção:
c1) - O Prêmio Central de Outdoor,categoria estudantil, edição 2009 possui duas etapas. Na primeira, as campanhas inscritas em todas as Diretorias Seccionais serão julgadas regionalmente, pelo(s) júri(s) Seccional(is). Na segunda fase que é nacional, o júri nacional julgará até 3 (três) campanhas selecionadas nas Diretorias Seccionais.

c2) - Seleção Seccional - O júri Seccional selecionará, e poderá distinguir até 3 (três) campanhas premiando-as como Ouro, Prata e Bronze Seccionais, conforme as 3 (três) maiores médias obtidas na votação.

c3) - Seleção Nacional - O júri nacional adotará o mesmo procedimento acima (item “c2”) para a(s) eventual(is) premiação(ões) como Ouro, Prata e Bronze Nacionais.
c4) - Seleção Nacional - Grande Prêmio Central de Outdoor - Categoria Estudantil
O júri nacional, através da maior média obtida na votação, selecionará a melhor campanha, que receberá o Grande Prêmio Central de Outdoor 2009 – Categoria Estudantil.

D) - Das premiações:
d1) - O Grande Prêmio Central de Outdoor - Categoria Estudantil será representado pelo troféu Benedito Melito, desenvolvido especialmente para o evento e será entregue ao estudante vencedor, conforme indicado na ficha de inscrição.

d2) - As campanhas que forem eleitas como Prata e Bronze Nacionais receberão diplomas.

d3) - Às demais campanhas não serão atribuídas nenhuma classificação nem será entregue qualquer prêmio ou distinção.

E) - Do Julgamento:
e1) - A Categoria Estudantil será julgada e eleita por representantes docentes de Faculdades e Escolas de Comunicação de Terceiro Grau.

e2) - Nas duas etapas, seccional e nacional, os jurados, através de planilha de votação específica, darão notas de 1 (um) a 5 (cinco) para cada campanha inscrita.

e3) - A maior média apurada no julgamento nacional, que determinará o vencedor Estudantil, bem como as três maiores médias apuradas no julgamento seccional e nacional, que determinarão os eventuais premiados será obtida através de média simples, sem quaisquer ponderações, da soma de votos obtidos pela campanha dividida pelo número de jurados votantes.

e4) - Os presidentes dos júris regionais serão os diretores das respectivas Diretorias Seccionais e o presidente do júri nacional será o Presidente da Central de Outdoor, todos com a função de dirimir eventuais dúvidas sobre o presente regulamento e com direito a voto apenas em caso de empate.

e5) - As decisões dos júris são soberanas e irrecorríveis.

F) - Os resultados serão divulgados e a premiação entregue, em solenidade a ser realizada no mês de novembro de 2009 em dia e local a serem anunciados através da imprensa.

G) - Parágrafo único - Eventuais dúvidas ou exceções aqui não contempladas serão julgadas e decididas pela Diretoria da Central de Outdoor, até o início do julgamento e após, pelo presidente do júri.


Participem. Essa é uma ótima oportunidade para mostrar a criatividade e o trabalho de vocês.

Ficha de inscrição: